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Decoração “sustentável”

Pallets efetivamente usados

Na verdade eu queria testar o embed do storify no blog (que até agora não funcionou…)

Aí acabei achando essas fotos de coisas legais (ok, umas só as ideias são legais rsrsrs) de reuso de pallets – que você pode ver no link abaixo, já que o wordpress tá de sacanagem com embeds.

[View the story “Pallets” on Storify]

Acho bacana o reaproveitamento em decoração. Mas a minha humilde opinião é a seguinte: só é reciclagem se você pegou algo que ia para o lixo e reaproveitou. Esse lance de comprar o produto e dar uma cara nova pra ele é só hobby mesmo. E parabéns para quem tem habilidades para fazer isso!

Desapego literário

Uma lembrança do primeiro.

Uma lembrança do primeiro deles.

Fernando Sabino foi o primeiro, em julho de 94. Sei disso porque coloquei a data na folha de rosto, senão a ela ficaria perdida no tempo. Assim sendo, tinha 17 anos e estava passeando por São Paulo – no Shopping West Plaza, para ser precisa, dessa parte eu lembro. Tinha ganhado uma grana para gastar em um dos templos do consumo paulistano e surpreendi a todos gastando em… livro.

A questão é que aos 17 eu ainda não tinha nenhum. Aprendi a ler cedo e sozinha, como é comum em filhos mais novos. Também cedo e sozinha descobri a biblioteca da escola. E vivi até os 17 com livros emprestados, primeiro de uma vizinha, depois da escola pública, mais tarde da escola técnica. Mas jamais havia pensado em ter meus próprios exemplares. Essa compra, portanto, foi uma quebra de paradigma.

Quando mudei de Joinville, dois anos depois, levava todos os livros que tinha em uma só caixa de papelão. A cada nova mudança, novas caixas apareciam. Eles se multiplicaram, na mesma proporção que cresceu meu desejo, minha verdadeira necessidade de possuir cada um deles. Tê-los abaixo do meu teto, marcá-los com meu nome, chamá-los de meu.

No meio do caminho perdi vários. Aqueles que a gente empresta e jamais voltam, sabem? Embora não lembre quem levou, lembro de cada um deles. Vai entender…

E namorando minha estante um dia desses bateu uma tristeza… Para que tanto conhecimento acumulado? Digo, não na minha cabeça, essa vai continuar consumindo letras, meu verdadeiro vício. Mas ali, naquela sala. Por que deixar meus amigos – mais íntimo que isso: meus amantes – tão solitários? Tão abandonados?

Assim sendo, resolvi trocar o acúmulo pela disseminação. Fiz uma curadoria criteriosa. Todos os livros que tinham dedicatória, assim como todos os que releio com frequência, permaneceram. Os demais, com um verdadeiro nó no coração, serão passados para a frente.

A exceção – sempre tem uma, não? – ficou para a coleção completa de Agatha Christie que minha sogra herdou da sogra e repassou para mim. Quem sabe eu não tenha a sorte de ter uma nora como eu (hahaha) e possa, assim, dar continuidade a essa inesperada tradição familiar?

A você que me presenteou com um livro mas não escreveu uma dedicatória, não fique chateado se por acaso encontrar ele na lista dos que se vão. Ele foi lido, foi amado e agora vai encontrar um novo lar onde terá mais atenção.

A você que gostou de algum e levou para casa, cuide do meu amigo. Ele é uma parte importante da minha vida, ajudou a montar um pouco da minha personalidade. Saiba que você está, mesmo que não queira, levando um pedaço de mim, da minha alma.

É uma nova quebra de paradigma. Eu não preciso mais tê-los no mesmo ambiente, preciso apenas guardá-los no coração. Nesse mesmo que agora está apertadinho por vê-los indo embora, sentimento inevitável. Assim como foi inevitável deixar uma lágrima cair ao colocar o Sabino, aquele, o primeiro, na lista dos que partem.

Não quer mais sapato baixo…

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Ainda modelo boneca.E eis que chegou o dia esperado em que a Cecília ganhou o primeiro salto. É esse aí da foto, uma sapatilha com um salto não muito alto e bem grosso, pra ter certeza que o pé não será imediatamente virado na primeira saltitada dela.

Desde sempre, sempre mesmo, o salto é, para ela, um objeto de desejo ardente. E nunca, nunca mesmo, foi liberado (exceto por um certo tamanco que foi pedido em carta ao Papai Noel e que passou por muitas, muitas regras).

E vou dizer que é muito legal ver a expressão do rosto de uma menina de 11 anos ganhando o primeiro salto. Ele ganha cores diferentes, as bochechas ficam mais rosas, os olhos mais brilhantes e o sorriso mais largo. E ela deixa, imediatamente de ser uma criança, pra ser alguém, para ser quase grande por já ter salto.

Acho isso especial. Tudo começou por uma questão de saúde – acho que uma menina não pode ser criança se estiver preocupada em correr sem quebrar o pé. Mas foi virando também brincadeira de fantasia e imaginação. Descobri isso quando fui usar um salto meu e ele tinha sido quebrado por uma menina que usou ele escondida – assim como eu usei o da minha mãe. No final, serviu para fazer uma passagem, um convite a um novo comportamento, um prêmio por uma nova responsabilidade.

Ela fez 11 anos em abril e ainda estava sem presente. Juro que não tinha pensado em dar esse presente, foi totalmente sem querer. Mas estamos, as duas, muito felizes.

Quando São Paulo vira praia

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Deco curtindo o Cabeça de DinossauroSão Paulo é uma cidade superlativa: tem muito de muito. Mas, ao mesmo tempo, é uma cidade de nichos. Vila Madalena é diferente do Centro que é diferente do Morumbi que é diferente do Ipiranga e assim sucessivamente, enquanto couberem seus 15 milhões de habitantes. No geral, as pessoas vivem seu estilo, seu mundo, e interagem com os outros via web ou tv.

Exceto na Virada Cultural. Aí todo esse caldo entorna e invade o Centro da cidade.

Ouvi hoje na rádio as boas famílias paulistanas reclamando dos jovens que usavam drogas no gramado próximo ao Theatro Municipal. Álcool? Maconha? Crack? Qual é a droga que não é usada diariamente nas ruas de São Paulo?

As boas famílias reclamaram, também, da violência. Houve o registro de uma grande briga. Duas pessoas foram baleadas – sem óbito de nenhuma delas até o momento – em um evento que reuniu 4 milhões de pessoas ao longo de 24 horas. A única morte registrada foi por overdose, uma violência contra a própria pessoa. Será um índice tão alto assim?

As boas famílias também reclamaram da desorganização da galinhada do renomado chef Alex Atala. Eram 500 marmitas distribuídas de graça para a classe média em um local da cidade onde, diariamente, as pessoas passam fome. Será que algum deles conseguiu comer o PF de grife?

Eu fui com a minha família para o centro. Andei menos do que eu gostaria, mas o suficiente para ver muito. Ouvi jazz e rock, assisti balé e malabarismo. Vi gente bem vestida bebendo vinho caro na República, vi gente sentada na calçada bebendo vinho químico. Vi jovens sentados na grama e mendigos ocupando monumentos. Vi os punks paulistanos, alguns novos, alguns bem velhos. Vi os os moradores dos prédios do centro com janelas abertas: travestis, senhoras de idade, jovens moderninhos. Nigerianos, coreanos, colombianos, todos brasileiros no fim das contas.

O gostoso da Virada é que a cultura não está só nos palcos. Está no entorno. No choque entre o abastado e o desgraçado. Na percepção de que a ruína social que se vê na tv e nas revistas está ali mesmo, no coração da cidade amada. E está, claro, nas pessoas que insistem em colorir a vida dessa cidade cinzenta.

Programa de adulto-criança em São Paulo

Semana passada eu fui com as crianças assistir ao espetáculo do Circo Amarillo no Sesc Pinheiros. A apresentação é de dia, de graça, no hall do prédio. Pensei: nada como uns malabares no fim de tarde pra descontrair, né? Enganei-me!!!

Circo Amarillo, no Sesc Pinheiros

Circo Amarillo, no Sesc Pinheiros

O espetáculo me deixou de queixo caído. Fiz tudo que a gente tem que fazer em circo: ri, sonhei, gritei, respondi perguntas, bati palmas e quase, quase mesmo, chorei. As emoções são muitas!

Os quatro integrantes são absurdamente expressivos. As piruetas e acrobacias são dignas de Jogos Olímpicos. O figurino e a trilha sonora são sensacionais. Gostei dos malabarismos, do fogo, dos monociclos, mas meu número preferido, disparado, foi a corda bamba.

É daqueles programas que quem tem criança tem que ir. Quem não tem, tem que ir também. E se tiver vergonha de ir sem pirralho, pede alguma criança emprestada. No final, tenho certeza que vai virar o tio preferido por ter levado ela.

Mas vai rápido: a última apresentação é neste domingo. E sexta e sábado tem até trapézio.

Retaliação?

Juro que isso foi a primeira coisa que passou na minha cabeça quando recebi dois e-mails, um da Cecília e outro do André, cada um falando que criou seu blog. Como assim? Eu já tenho idade pra isso???
Claro que não, mas não tenho idade para várias outras coisas também e faço mesmo assim…

Então, entrei lá já pensando em ler histórias “bonitas” sobre a vida doméstica, sob a ótica dos Monstrinhos. Uma espécie de vingança não-intencional, embora potencialmente bombástica.

Na verdade, o Deco já tinha começado com esse papo:
– Mãe, a gente pode inventar coisas e colocar na internet?
– Pode, mas tem que ver se vai ser legal. Que tipo de coisas?
– Histórias que eu inventar.

Quase chorei! Mas, na hora de montar o blog, ele preferiu jogar algum futebol maluco na web. Acabou montando na casa do pai e me informando por e-mail.

Minha surpresa, então, foi com o e-mail da Cecília. Corri pra ver o tipo de histórias dela. Felizmente, são só histórias de bichos, tema preferido da pequena.

Assim sendo, eu, blogueira relapsa, passo a ser mãe de blogueiros. Felizmente, ainda inocentes. Quero ver na adolescência. Afe!

Mais um

Cecília, há algum tempo, me pede um hamster. Como eu não queria um novo bicho, disse que só quando ela tivesse dinheiro para comprar – ela não é muito boa em guardar a longo prazo. Acabou que um presente de dia das crianças de uma tia viabilizou a compra.

Até que ele é simpático. O nome dele é Quindim. Mas como é um hamster chinês, escreve-se Kinjjem. Coisas de Cecília…

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